quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

AMOR E RENÚNCIA

A conversa informal durante o café da manhã foi mais uma oportunidade de aprendizado para os que ouviam aquela senhora de semblante calmo e cabelos embranquecidos pelas muitas primaveras já vividas.

Ela pôs o café e o leite na xícara e alguém lhe ofereceu açúcar. Mas a senhora agradeceu dizendo que não fazia uso de açúcar. Alguém alcançou-lhe rapidamente o adoçante, por pensar que deveria estar cumprindo alguma dieta.

Mas ela agradeceu novamente dizendo que tomava apenas café com leite, sem açúcar nem adoçante dietético.

Sua atitude causou admiração, pois raras pessoas dispensam o açúcar. Mas ela contou a sua história.

Disse que logo depois que se casara havia deixado de usar açúcar. Imediatamente imaginamos que deveria ser para acompanhar o marido que, por certo, não gostava de doce.

Mas aquela senhora, que agora lembrava com carinho do marido já falecido há alguns anos, esclareceu que o motivo era outro.

Falou de como o seu jovem esposo gostava de açúcar, e falou também da escassez do produto durante a segunda guerra mundial.

Disse que por causa do racionamento conseguiam apenas alguns quilos por mês e que mal dava para seu companheiro.

Ela, que o amava muito, renunciou ao açúcar para que seu bem amado não ficasse sem.

Declarou que depois que a guerra acabou e a situação se normalizou, já não fazia mais questão de adoçar seu café e que havia perdido completamente o hábito do doce.

Hoje em dia, talvez uma atitude dessas causasse espanto naqueles que não conseguem analisar o valor e a grandeza de uma renúncia desse porte.

Somente quem ama, verdadeiramente, é capaz de um gesto nobre em favor da pessoa





Do livro : Repositório de sabedoria

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A diferença entre amar e estar apegado

Tomar consciência de quem se é, é um processo de maturidade




Na Carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo 4, versículos 1 a 20, é apresentado o princípio fundamental de tudo aquilo que Jesus anunciou no Seu tempo. Para ser de Deus é preciso ser livre, é preciso estar livre de todas as amarras que nos aprisionam. São Paulo percebeu que os gálatas, em vez de caminharem no processo de liberdade, estavam voltando às amarras das idolatrias do passado. Eles tinham a ideia equivocada de que o cumprimento da lei era o mais importante para a salvação, no entanto, o Senhor nos diz que a lei pode nos escravizar. A primeira cura que Jesus proporcionava não era física, mas mental, pois é nossa mentalidade que precisa ser transformada primeiro.

Jesus foi tomando consciência de quem Ele era e é bonito perceber que todas as pessoas que estavam ao redor d'Ele O foram ajudando a reconhecer quem Ele era.



Tomar consciência de quem se é, é um processo de maturidade. A psicologia humana, por exemplo, nos ensinava que uma criança só poderia ir à escola a partir dos 7 anos, pois somente nesse estágio de maturidade cerebral é que ela poderia aprender. Por isso não adianta falarmos com criança do mesmo jeito que falamos com adultos, pois elas não compreendem nossa conversa [como eles].


Muitas vezes, na evangelização, nós precisamos usar desses métodos para que todos compreendam. É como um médico que vai dizer um diagnóstico ao paciente e tem que usar de linguagem simples, pois senão a pessoa não entende. Da mesma forma, nós evangelizadores temos que nos fazer entender para que possamos entrar no universo do outro. Muitas vezes, nós estamos surdos e não compreendemos o que Deus nos fala porque falta abrir nossa mentalidade para Ele.


Há muito tempo, eu vivi um processo de dependência afetiva e aquilo me fazia mal, pois por causa da pessoa de quem eu tinha essa dependência, eu era menos eu. Um padre rezou por mim e disse sentir que havia uma pessoa que fazia muito mal para mim e me pediu que eu apenas rezasse por ela e não ficasse próximo dela. Muitas vezes, nós dizemos que esta ou aquela pessoa precisa de nós e, na verdade, somos nós que precisamos dela.


Ser gente dá trabalho, ser gente significa você estar comprometido com seu processo humano e com o processo de quem está ao seu redor e se você for gente você será um problema a menos na vida dos outros. Quantas vezes na vida uma família vira um inferno porque alguém lá dentro decidiu ser um molambo e não faz esforço nenhum para ser gente, nem aproveita a liberdade. Quantas vezes nós sofremos demais por situações que não são nossas.


Nós não podemos viver uma pobreza espiritual a vida inteira, sem ter alguém com quem contar, porque o outro resolveu ser um molambo.


O processo da imaturidade pode se estender pela vida inteira, quando eu olho para o mundo e me vejo como um coitado, isso não é maturidade, é um infantilismo que não nos leva a nada. A criança, por exemplo, passa por um processo egoístico e se nós não ensinarmos que ela tem de dividir o que tem, ela não aprenderá; se não dermos as regras à medida que ela consegue compreender, estaremos criando um monstro em casa. Se não as ensinarmos como lidar com a vida, a vida será duas vezes pior para elas e para nós também. O casal que educa o filho a partir dos ensinamentos divinos, vai dar ao mundo uma pessoa mais preparada.


Há uma grande diferença entre amar e estar apegado: o amor nos dá aquele sentimento de liberdade, enquanto que o apego nos aprisiona e pensamos que as pessoas devem agir da forma que queremos. O amor é livre! Quando estou apegado a alguém ou a alguma realidade, eu faço do outro meu escravo.



Se eu uso minha presença e minha autoridade para pôr medo no outro, eu não vivo em liberdade. Há momentos em que precisamos reconhecer que não estamos sendo livres; e se não estamos sendo livres não fazemos os outros livres também. Por essa razão, precisamos ter a consciência de que forma escravizamos o outro e de que forma somos escravizados para que possamos caminhar no processo de amadurecimento de nossas vidas.


Eu tenho certeza de que você precisa romper com os apegos, pois apegado ninguém vai a lugar nenhum; para ter liberdade você precisa se livrar dos apegos interiores. Quantos casais vivem essa realidade [apego] e não têm coragem de olhar nos olhos um do outro e acertar os pontos para que sejam livres e vivam bem seu relacionamento. Entregue nas mãos do Senhor todas as situações e coisas que o aprisionam!





Artigo produzido a partir da pregação de Set/2009
Padre Fábio de Melo

Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Que atitude tomar?

  

Hessel Teich, Daniel, A implosão de um ícone, Revista EXAME. Ed. 921 em 02/07/08, pág. 116 a 123.
   Resenhado por Priscilla Melo, acadêmica do curso de Bacharelado em Administração de Empresas da FACIP (Faculdade de Ciências Sociais dos Palmares).
  Daniel Hessel Teich expõe um artigo na revista EXAME, a queda e a reestruturação da KODAK, empresa líder no mercado fotográfico e símbolo do capitalismo global até a decada de 90, tendo como principal produto o filme para fotografia e ocupando nos anos 80 cerca de 85% do mercado americano.
  Com a crescente comercialização das câmeras digitais (produto desenvolvido pela própria KODAK em 1976) a empresa inicia um declínio e perde grande parte do mercado para seus concorrentes que ao contrário dela, apostou na inovação.
Além da resistência a mudanças, a cultura e a demora na tomada de decisão, fez com que o valor da marca caísse bruscamente de 7,8 bilhões de dólares, em 2003 para 3,8 bilhões em 2007.
Cientes de que a empresa não resistiria se não se adaptasse a nova realidade do mercado, procurou entao uma forma para dar início a sua reestruturação. Uma das decisões foi a contratação de mão-de-obra especializada e  com a chegada de Antônio Perez a companhia, espanhol com amplo conhecimento na área de produtos digitais, assume a presidência traçando estratégias para o salvamento da empresa, partindo de três tarefas principais: readequando o negócio de fotografia tradicional, já que este poderia sobreviver, ainda, cerca de 10 anos; escolhendo como ramo de negócio principal a montagem de bases para impressão digital; e se desfazendo das divisões de negócios que não fariam mais parte da nova estratégia da companhia, podendo assim, reduzir custos e recuparar o resultado positivo em seus balanços.
Como resultado dessas tarefas a KODAK conseguiu reduzir suas dívidas de 2,7 bilhões de dólares em 2006 para 1,3 bilhões de dólares em 2007 e aumentar seu dinheiro em caixa em 1,4 bilhões de dólares para 2,9 bilhões .
Segundo a revista, outra empresa que precisou rever seus produtos para não perder espaço no mercado foi a SEDA, fabricante de shampoo, condicionadores e cremes para cabelos. Esta empresa, percebeu que seu público alvo, as classes C e D, estavam dando preferência a produtos com maior qualidade, mesmo que lhes custassem naus caro. No primeiro momento decidiu mudar apenas a embalagem, o que não lhe trouxe resultados, já que o conteúdo permanecia o mesmo. Então procurou especialistas em cabelos dos mais diversos tipos, cacheados, lisos, crespos e conseguiram desenvolver fórmulas capazes de satisfazer tais clientes. Isso agregou valor ao produto e a empresa pode aumentar o preço e mais uma vez alterar a embalagem.
Essas medidas fizeram com que em pouco tempo a SEDA conseguisse recuperar os seus clientes e dobrar o seu faturamento.
A KODAK e a SEDA são exemplos de  como a falta de visão na administração e a resistência a adequação a um mercado que está em contínua transformação pode causar o declínio de uma empresa.

O serviço do amor ao próximo

Quem passa pela estradinha de terra vê aquela casa no meio de um pequeno bosque com árvores seculares, ipês floridos, pinheiros e tantas outras.

A casa é cercada por uma cerca de bambus para proteger o belo jardim com seus canteiros em flores, dando um ar encantador ao lugar.

Ao ar livre lá está a Lourdes, uma mulher de estatura pequena, mas com um coração enorme repleto de amor a oferecer todas aquelas pessoas que ali vão para assistir as suas preleções que são feitas ao ar livre. Ela leva a palavra de Deus, ajudando e orientando a aqueles que a procura.

Ela se tornou conhecida pelas suas palestras sobre o evangelho levando a todos a pensar sobre as leituras feitas e dando as explicações de um modo muito simples ao entendimento de todos. Recebe a todos sempre com um sorriso nos lábios e dando o seu abraço fraterno.

Quando lhes perguntam o porquê de pregar a palavra do Cristo no Bosque, ela com aquele sorriso doce e meio tímido respondem que Jesus pregou ao ar livre, pois a agente se sente bem mais próximo de Deus nosso pai.

Além da leitura do evangelho das explicações, no final dá um passe coletivo.

Todos saem satisfeitos, pois dizem que saem mais revigorados.

Aos poucos sua fama de pregadora do evangelho do Cristo foi se expandindo e todos os sábados antes do por do sol lá estão reunidos e ansiosos para ouvir mais uma das passagens do Mestre.

Com a fama surgiu como sempre à possibilidade de comercio ali, pelo movimento de muita gente.

Lourdes não admite comercio de qualquer espécie, é expressamente proibido.

Mas certa vez, uma senhora de uma vila próxima, foi até lá e montando uma barraca de bananas, para que pudesse vendê-las aqueles que ali freqüentavam.

Quando Lourdes viu a senhora, foi até lá e com muita delicadeza, explicou que ali não podia, pois era proibido livre comercio, onde se pregava a palavra de Deus.

A mulher pediu desculpas, pois não sabia que era proibido.

Vendo a tristeza da mulher abraçou e falou: __ Se a senhora quiser, pode montar a sua barraca lá na estrada e todos que por ali passarem pode comprar suas mercadorias.

A mulher saiu satisfeita e foi armar sua barraca na estrada na entrada para a casa de Lourdes.

A nossa benfeitora voltou para o centro da clareira, aonde seus ouvintes sentados em bancos improvisados de troncos de madeira.
S
ei que vocês não entenderam porque da proibição da venda de mercadorias aqui.

Lembram-se daquela passagem do Nosso Senhor, que entrou no templo e viu que dentro e fora era só um comercio vendia-se e comprava-se de tudo. Jesus se revolta com esse tipo de atividades dentro do santuário. E Jesus disse:- Fora, o que pensa que estão fazendo dentro da casa de meu pai, que é um recinto de orações em louvor ao altíssimo, e os expulsou-os dali.

Aqui também nós fizemos um templo de orações ao ar livre, só será permitido, fazer preces, reuniões, e tudo que diz respeito ao nosso templo ao céu aberto, e sorriu carinhosamente.

Mas hoje vamos falar de um assunto muito importante, devido a tantos fazeres nós está nos afastando de Deus, estamos nos tornando materialistas, só pensamos em nós mesmos, vivemos isolados, esquecendo que não estamos sozinhos nesse mundo. Há Pessoas a nossa volta, que precisa de nós, não adianta só orar, mas pensar que a nossa volta existem problemas, tristeza, fome, desilusões e tantas outras coisas.

Vamos deixar que nosso coração enternecer-se, diante das misérias e sofrimentos de nossos irmãos. Procurar excluir de nós o egoísmo, a vaidade, ódio, vingança, orgulho de nosso coração. Saber perdoar e meio caminho andado para que nosso Pai Eterno, vê que estamos sendo sinceros em nosso propósito de querer se modificar.

Ter fé, fazer caridade não é só dar esmolas, verificar o que o irmão precisa, de orientação, de conselho, ajuda financeira ou simplesmente ter com quem desabafar.

Por : Neuza Borges
Neuza Razza: www.historiasecontos.com.br

2010

   Alguém me disse que 2010 seria  um ano de mudanças na minha vida. E realmente foi!
Quantas histórias, quantos desafios,quantas loucuras...rsrsr
   Iniciei o ano cheia de expectativas e metas,mas mal imaginava o turbilhão de coisas que aconteceria.
Bobeira, drama pra alguns... pra mim, aprendizado!
   Descobri que cada pessoa que passou na minha vida durante este ano me deixou uma lição de superação, determinação,de doçura, de fé. Descobri que sou muito mais valente quando confio e espero em Deus do que quando tento resolver tudo sozinha. Descobri que ser humilde não é ser fraco,mas humano. Entendi que a parte que cede primeiro, numa situação de conflito, geralmente é a mais inteligente.Entendi que o perdão é dar ao outro a oportunidade que tenho todos os dias,a de recomeçar.Entendi que "dar o outro lado da face" é mostrar ao outro o lado bom das coisas.Descobri que há coisas que "as águas" não podem levar como a caridade, o respeito,a coragem,a fé...Descobri vale a pena fazer papel de boba só pra ter o prazer de ver alguém sorrindo.Aprendi que a forma mais nobre de demonstrar amor é dando ao outro a liberdade.Assim entendi o livre arbítrio. Aprendi que esperar não é desistir,mas confiar. Descobri que se sinto saudades é porque  o amor ficou. Entendi que o mais ousado plano que eu possa fazer pra minha vida é pequeno diante do projeto que O Senhor tem pra mim.
       É...esse alguém estava certo...
       E que venha 2011 com novas mudanças!