Quem passa pela estradinha de terra vê aquela casa no meio de um pequeno bosque com árvores seculares, ipês floridos, pinheiros e tantas outras.
A casa é cercada por uma cerca de bambus para proteger o belo jardim com seus canteiros em flores, dando um ar encantador ao lugar.
Ao ar livre lá está a Lourdes, uma mulher de estatura pequena, mas com um coração enorme repleto de amor a oferecer todas aquelas pessoas que ali vão para assistir as suas preleções que são feitas ao ar livre. Ela leva a palavra de Deus, ajudando e orientando a aqueles que a procura.
Ela se tornou conhecida pelas suas palestras sobre o evangelho levando a todos a pensar sobre as leituras feitas e dando as explicações de um modo muito simples ao entendimento de todos. Recebe a todos sempre com um sorriso nos lábios e dando o seu abraço fraterno.
Quando lhes perguntam o porquê de pregar a palavra do Cristo no Bosque, ela com aquele sorriso doce e meio tímido respondem que Jesus pregou ao ar livre, pois a agente se sente bem mais próximo de Deus nosso pai.
Além da leitura do evangelho das explicações, no final dá um passe coletivo.
Todos saem satisfeitos, pois dizem que saem mais revigorados.
Aos poucos sua fama de pregadora do evangelho do Cristo foi se expandindo e todos os sábados antes do por do sol lá estão reunidos e ansiosos para ouvir mais uma das passagens do Mestre.
Com a fama surgiu como sempre à possibilidade de comercio ali, pelo movimento de muita gente.
Lourdes não admite comercio de qualquer espécie, é expressamente proibido.
Mas certa vez, uma senhora de uma vila próxima, foi até lá e montando uma barraca de bananas, para que pudesse vendê-las aqueles que ali freqüentavam.
Quando Lourdes viu a senhora, foi até lá e com muita delicadeza, explicou que ali não podia, pois era proibido livre comercio, onde se pregava a palavra de Deus.
A mulher pediu desculpas, pois não sabia que era proibido.
Vendo a tristeza da mulher abraçou e falou: __ Se a senhora quiser, pode montar a sua barraca lá na estrada e todos que por ali passarem pode comprar suas mercadorias.
A mulher saiu satisfeita e foi armar sua barraca na estrada na entrada para a casa de Lourdes.
A nossa benfeitora voltou para o centro da clareira, aonde seus ouvintes sentados em bancos improvisados de troncos de madeira.
S
ei que vocês não entenderam porque da proibição da venda de mercadorias aqui.
Lembram-se daquela passagem do Nosso Senhor, que entrou no templo e viu que dentro e fora era só um comercio vendia-se e comprava-se de tudo. Jesus se revolta com esse tipo de atividades dentro do santuário. E Jesus disse:- Fora, o que pensa que estão fazendo dentro da casa de meu pai, que é um recinto de orações em louvor ao altíssimo, e os expulsou-os dali.
Aqui também nós fizemos um templo de orações ao ar livre, só será permitido, fazer preces, reuniões, e tudo que diz respeito ao nosso templo ao céu aberto, e sorriu carinhosamente.
Mas hoje vamos falar de um assunto muito importante, devido a tantos fazeres nós está nos afastando de Deus, estamos nos tornando materialistas, só pensamos em nós mesmos, vivemos isolados, esquecendo que não estamos sozinhos nesse mundo. Há Pessoas a nossa volta, que precisa de nós, não adianta só orar, mas pensar que a nossa volta existem problemas, tristeza, fome, desilusões e tantas outras coisas.
Vamos deixar que nosso coração enternecer-se, diante das misérias e sofrimentos de nossos irmãos. Procurar excluir de nós o egoísmo, a vaidade, ódio, vingança, orgulho de nosso coração. Saber perdoar e meio caminho andado para que nosso Pai Eterno, vê que estamos sendo sinceros em nosso propósito de querer se modificar.
Ter fé, fazer caridade não é só dar esmolas, verificar o que o irmão precisa, de orientação, de conselho, ajuda financeira ou simplesmente ter com quem desabafar.
Por : Neuza Borges
Neuza Razza: www.historiasecontos.com.br